Vilência: Mortes de PMs repercute entre políticos baianos

A morte de policiais militares no último fim de semana repercutiu ontem ao longo do dia na classe política baiana. O soldado Alexandre José Ferreira Menezes Silva, de 30 anos, levou um tiro na cabeça no sábado enquanto trabalhava no bairro de Águas Claras e morreu a caminho do hospital. No dia seguinte, os soldados Victor Vieira Ferreira Cruz e Shanderson Lopes Ferreira foram assassinados na região de Cajazeiras quando retornavam do sepultamento de Alexandre. 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), prometeu fazer “uso de força máxima de todas as especializadas, inclusive com uso de helicópteros” para capturar todos os responsáveis por esses ataques. “Infelizmente, o aumento do número de armas pesadas, inclusive com uso de fuzis, a partir dessa orientação do Governo Federal de liberou geral a entrada de armas no Brasil, tem facilitado ainda mais a possibilidade de criminosos terem acesso a armas maiores e mais pesadas”, disse o governador. 

“Vamos buscar todos eles, a PM cumprirá sua função em nome do estado baiano. Vamos capturar todos os responsáveis e punir esses que atentaram contra a vida dos policiais. É o tráfico de drogas com seu armamento pesado agredindo a sociedade. Espero que tenhamos em breve uma legislação e um sistema judicial que não facilite a ação desses marginais”, completou. 

A oposição, por outro lado, criticou. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou que “o governo do estado vem perdendo a guerra contra o crime e a marginalidade”. “Ou vai haver uma ação com rigor ou, infelizmente, nós vamos ter que conviver com essas práticas. […] A gente reposicionou a cidade no Brasil e no mundo para atrair milhares de visitantes e turistas para dinamizar ainda mais a nossa economia e a gente tem que abrir os jornais e ver diariamente esses tristes fatos”, disse. 

O assunto também chegou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados. O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), líder da oposição, declarou que “a escalada da violência no estado chegou a índices inimagináveis”. “A ousadia dos bandidos é um reflexo da falta de pulso firme das autoridades responsáveis. O governo do PT fechou os olhos para a segurança pública, perdeu o controle geral”, criticou Sandro.  

Fonte: TRBN

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