Tragédia na Costa de Bali: Indonésia declara naufragado submarino desaparecido

578

Submarino de fabricação alemã sumiu dos radares com 53 pessoas a bordo, e suprimento de oxigênio se esgotou após quatro dias.

A Marinha da Indonésia declarou neste sábado (24/04) como oficialmente naufragado o submarino que, com 53 tripulantes a bordo, havia sido dado como desaparecido na quarta-feira passada, na costa de Bali.

Segundo o almirante Yudo Margono, as forças de resgate encontraram vários itens do KRI Nanggala 402, incluindo material ligado a torpedos, uma garrafa de graxa usada para o periscópio e tapetes de oração.

“Com as provas autênticas que acreditamos serem do submarino, agora passamos da fase ‘desaparecido’ para a fase ‘naufragado'”, disse Margono

A Marinha declarou, assim, o submarino como oficialmente afundado, sem esperança de encontrar sobreviventes. Segundo as autoridades, as reservas de oxigênio para a tripulação acabaram no início deste sábado.

As equipes de buscas também encontraram uma fonte de grande magnetismo a uma profundidade de entre 50 a 100 metros, que pode dar pistas sobre a localização do submarino.

Mais de 400 pessoas, além de cinco navios e um helicóptero, participam desde quarta-feira nas buscas pelo KRI Nanggala-402, fabricado na Alemanha em 1977.

A Marinha de Guerra da Indonésia perdeu contato com o navio no final de exercícios na costa de Bali.

Apesar de não haver registro de acidentes graves com submarinos no Sudeste Asiático, outros países já viveram situações semelhantes.

Um dos caso mais conhecidos é o do submarino russo Kursk, que afundou em 2000 e matou os 118 tripulantes a bordo. Uma investigação concluiu que um torpedo explodiu e detonou todos os outros. A maioria dos marinheiros morreu instantaneamente, mas alguns ainda sobreviveram por vários dias antes de sufocarem.

Em 2018, o submarino argentino ARA San Juan desapareceu com 44 pessoas a bordo. Depois um ano de buscas realizadas com a ajuda de especialistas internacionais, a embarcação foi encontrada a mais de 900 metros de profundidade em uma área de cânions e crateras a 400 quilômetros da costa da Argentina. O motivo do acidente foi uma implosão.

Fonte:Reuters – Foto: Reprodução 

“O seu apoio mantém o jornalismo vivo. O jornalismo tem um papel fundamental em nossa sociedade. O papel de informar, de esclarecer, de contar a verdade e trazer luz para o que, muitas vezes, está no escuro.

Esse é o trabalho de um jornalista e a missão do Redação Nacional.

Precisamos de você e do seu apoio, pois juntos nós podemos, através de matérias iguais a essa que você acabou de ler, buscar as transformações que tanto queremos.”