Mulher é morta à tiros, na presença da filha, menor de 8 anos
BELO HORIZONTE, FEMINICÍDIO: Uma mulher de 23 anos foi morta a tiros no último domingo, (13.2), a ação violenta aconteceu diante da filha, da vítima,  uma criança de apensas oito anos.
O crime ocorreu no Bairro Alto Vera Cruz, Região Leste de Belo Horizonte.A agentes da Polícia Militar  dizem ter encontrado a mulher caída na calçada, com ao menos cinco perfurações pelo corpo.
Cartazes pedem fim da violência contra a mulher e combate ao feminicídio. 
Foto: Raquel Freitas / G1 Minas
Testemunhas disseram aos agentes que o assassino atirou da moça e fugiu de moto. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, de 24 anos, que a teria ameaçado em diversos momentos anteriores à ação que causou a morte da vítima.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A PM ainda procura pelo autor do feminicídio.

A grande maioria (90%) dos brasileiros considera que o local de maior risco de assassinato para as mulheres é dentro de casa, por um parceiro ou ex-parceiro. Os dados são da pesquisa “Percepções da população brasileira sobre feminicídio”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva com apoio do Fundo Canadá e obtida com exclusividade pelo g1.

Essa noção é reforçada pelo número de mulheres que dizem já terem sido ameaçadas de morte por companheiros ou ex: 30% delas, o equivalente a 25,7 milhões de brasileiras. Entre elas, 1 em cada 6 já sofreu tentativa de feminicídio.

A maioria delas (57%) disseram ter terminado o relacionamento, enquanto 34% denunciaram à polícia e 12% não tomaram nenhuma atitude.

Pesquisa sobre percepção do feminicídio — Foto: arte g1

Violência doméstica, agressão, feminicídio, crime contra mulher, DF — Foto: TV Globo /Reprodução

Violência doméstica, agressão, feminicídio, crime contra mulher, DF.

Foto: TV Globo -reprodução

Para Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa revela que o feminicídio é um tema que mobiliza a população.

“Além de mostrar que a população possui um alto grau de compreensão sobre a gravidade do feminicídio no Brasil e avalia que o problema tem aumentado nos últimos cinco anos, a pesquisa revela também que as ameaças de morte e tentativas de feminicídio fazem parte do cotidiano de uma parcela significativa das brasileiras: 30% das mulheres entrevistadas já foram ameaçadas de morte por um parceiro ou ex e 16% já sofreram tentativa de feminicídio”, afirmou.

Se fizermos uma projeção, são mais de 25 milhões de brasileiras ameaçadas e quase 14 milhões que já foram vítimas de tentativa de feminicídio”, completou.

 

O número de vítimas de feminicídio foi recorde em 2020. Houve 1.350 vítimas, um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: Diário de Pernambuco & G1

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