Ednaldo Rodrigues, presidente em exercício da CBF afirma: Anvisa Extrapolou….!!!!

ANVISA EXTRAPOLOU…!!! O presidente interino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, criticou a decisão da Anvisa de interromper o jogo entre Brasil e Argentina por conta da quebra de protocolo sanitário em relação à pandemia de coronavírus. O duelo foi suspenso, e caberá à Fifa determinar o que vai acontecer. A Anvisa, por sua vez, informou por meio de nota oficial que teve “tentativas frustradas” de impedir que quatro jogadores atuassem na partida (veja a nota oficial abaixo).

“A Anvisa extrapolou nas suas decisões, poderia ter evitado tudo antes. Todos levaram um susto. Lamentável episódio desse tipo. Brasil x Argentina desperta o interesse de todo mundo. Há três dias, pelo o que tomamos conhecimento, a Anvisa já estava acompanhando a seleção da Argentina. Nos causou muita estranheza deixar para depois que o jogo se iniciasse. Em momento algum a CBF foi parte, por quem quer que seja, com relação a qualquer negociação para retirar atletas da equipe. Muito pelo contrário, a CBF respeita as normas sanitárias, isso seria uma situação da Conmebol com a Anvisa. Ainda antes do início, o delegado da partida disse que poderiam jogar, para depois serem deportados. Mas depois, por um motivo que a CBF não conhece, mudaram”, afirmou Ednaldo Rodrigues, que ocupa cargo máximo da CBF porque Rogério Caboclo foi afastado da presidência, em entrevista ao SporTV.

Mais tarde, em nota oficial, a CBF informou estar “absolutamente surpresa” com o ocorrido na Neo Química Arena. “A CBF defende a implementação dos mais rigorosos protocolos sanitários e os cumpre na sua integralidade. Porém ressalta que ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo”, diz trecho da nota (veja na íntegra abaixo).

Os agentes da Anvisa invadiram o gramado com menos de cinco minutos de bola rolando. Isso porque quatro jogadores da Argentina estiveram na Inglaterra e não cumpriram quarentena de 14 dias na chegada ao Brasil, como determina o protocolo do país.

O goleiro Emiliano Martinez e o meia Emiliano Buendia, do Aston Villa, e o meia Giovani Lo Celso e o zagueiro Cristian Romero, do Tottenham, não informaram que estiveram na Inglaterra nos últimos 14 dias. Após investigar a situação, a Anvisa determinou que o quarteto fosse deportado. A recomendação, porém, não foi seguida, e eles estavam na Neo Química Arena.

Na manhã deste domingo, a Anvisa notificou a Polícia Federal, e até a hora do início do jogo envidou esforços, com apoio policial, para fazer cumprir a medida de quarentena imposta aos jogadores, sua segregação imediata e condução ao recinto aeroportuário. As tentativas foram frustradas, desde a saída da delegação do hotel, e mesmo em tempo considerável antes do início do jogo, quando a Anvisa teve sua atuação protelada já nas instalações da arena de Itaquera.

A ação da Anvisa, em síntese, se limitou a buscar o cumprimento das leis brasileiras, o que se limitaria à segregação dos jogadores e as suas respectivas autuações.

A decisão de interromper o jogo nunca esteve, nesse caso, na alçada de atuação da Agência. Contudo, a escalação de jogadores que descumpriram as leis brasileiras e as normas sanitárias do país, e ainda que prestaram informações falsas às autoridades, essa assim, sim, exigiu a atuação da Agência de estado, a tempo e a modo.”

NOTA OFICIAL DA CBF

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamenta profundamente os fatos ocorridos e que acabaram por provocar a suspensão da partida entre Brasil e Argentina, válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA Catar 2022.

A CBF defende a implementação dos mais rigorosos protocolos sanitários e os cumpre na sua integralidade. Porém ressalta que ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo.

A CBF destaca ainda que em nenhum momento, por meio do Presidente interino, Ednaldo Rodrigues, ou de seus dirigentes, interferiu em qualquer ponto relativo ao protocolo sanitário estabelecido pelas autoridades brasileiras para a entrada de pessoas no país. O papel da CBF foi sempre na tentativa de promover o entendimento entre as entidades envolvidas para que os protocolos sanitários pudessem ser cumpridos a contento e o jogo fosse realizado.

A CBF reitera sua decepção com os acontecimentos e aguarda a decisão da CONMEBOL e da FIFA em relação à partida.”

 

Fonte: Lance/SBT – Foto: Lucas Figueiredo/CBF e Glauber Guerra

 

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