Djokovic vai receber visto para jogar Aberto da Austrália, diz imprensa local

Após protagonizar um dos casos mais rumorosos da história do tênis neste ano, Novak Djokovic deve receber uma segunda chance no Aberto da Austrália. Ao menos é o que garante a imprensa local, que afirma que o tenista sérvio vai receber o visto para poder entrar no país da Oceania e disputar o primeiro Grand Slam da temporada, em janeiro.

De acordo com a rede Australian Broadcasting Corp., o Ministério da Imigração derrubou a suspensão de três anos aplicada ao atleta e decidiu liberar sua entrada no país no início do ano, apesar de Djokovic se recusar a tomar a vacina contra a covid-19. A princípio, o sérvio estaria impedido de entrar na Austrália por um período de três anos por ter sido deportado em janeiro de 2022.

Nos últimos meses, as autoridades que cuidam das fronteiras da Austrália já haviam indicado que uma suspensão deste tipo poderia ser revertida em circunstâncias específicas, e não detalhadas. Na prática, cada caso seria avaliado individualmente. Questionado sobre o assunto, o ministro Andrew Giles evitou comentários sobre o caso.

Djokovic, que disputa no momento o ATP Finals, em Turim, ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de voltar a jogar em Melbourne, local onde obteve o maior sucesso em termos de Grand Slam. São nove títulos do Aberto da Austrália, entre os 21 de Major que soma em seu vitorioso currículo.

Neste ano, o sérvio viveu um dos piores momentos de sua carreira, com repercussões mundiais e diplomáticas. Sem vacina e sem comprovante, ele obteve uma permissão especial para entrar na Austrália para disputar o Grand Slam em janeiro. No entanto, esta permissão não foi aceitada pelas autoridades da fronteira.

Daí em diante, foram 10 dias de polêmicas, declarações controversas por parte do tenista e das autoridades australianas que acabaram nos tribunais locais. A família do atleta organizou protestos na Sérvia e pediu retaliações do país à Austrália, num potencial conflito diplomático que acabou não gerando maiores consequências.

A Justiça local acabou decidindo pela deportação do tenista, que não pôde defender o título conquistado em 2021. Além disso, ele foi alvo de críticas até mesmo por parte do mundo do tênis por tentar entrar no país e disputar o torneio sem ter se vacinado, algo que foi exigido de todos os atletas.

Desde então, mudanças aconteceram na Austrália, a começar pelo próprio governo. E a política de imigração foi alterada, permitindo a entrada de estrangeiros sem apresentação de comprovante de vacina contra a covid-19. Na prática, isso removeu a principal barreira a Djokovic.

Resta, porém, a punição prevista para quem é deportado na Austrália. No caso, são três anos sem poder entrar no país. Mas essa suspensão poderá ser revista. A favor de Djokovic está sua decisão de sair rapidamente da Austrália, no início do ano, sem opor resistência. Ele também evitou críticas ao governo australiano após a saída, o que facilita a reaproximação das autoridades.

Primeiro Major da temporada, o Aberto da Austrália será disputado entre os dias 16 e 29 de janeiro de 2023.

Fonte: Notícias ao Minuto

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