Alunos da Faetec no Rio denunciam ter recebido merenda com mofo e larvas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Alunos da Faetec do Rio de Janeiro denunciaram à Comissão de Educação da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) que receberam comida estragada na merenda escolar. Segundo as denúncias, na unidade de Bacaxá, em Saquarema (RJ), chegaram bolos mofados, enquanto na Henrique Lage, em Niterói, foram caixas de leite fermentado com a presença de larvas.

O deputado Flavio Serafini (PSOL-RJ), presidente da comissão, enviou um ofício na sexta-feira (7) solicitando a fiscalização do fornecimento de alimentos. Um novo ofício foi enviado nesta segunda-feira (10) pela manhã solicitando informações sobre a empresa fornecedora dos alimentos e logística de entrega dos produtos. O CNR (Conselho Regional de Nutrição) do Rio de Janeiro também foi acionado para fornecer um parecer sobre o caso.

"O que me chama atenção é de que foi um processo em larga escala, que poderia ter significado uma intoxicação alimentar de vários alunos. Não foi um bolinho estragado, foram vários bolinhos estragados que, segundo a Faetec, estavam dentro do prazo de validade", afirmou ele, em áudio enviado À reportagem.
"Em outra unidade da Faetec se servia leite fermentado com larvas também para vários estudantes, que por sorte identificaram antes de consumir o produto. Me chama atenção que esse fornecimento tem que ser fiscalizado.

"Em nota, a Faetec disse que notificou a distribuidora e solicitou "imediata reposição dos produtos", mas não informou o nome da empresa responsável.

"Vale informar que os produtos estavam dentro da validade, em lote registrado e sem qualquer avaria ou violação na embalagem, não sendo possível identificar o problema com antecedência. Ressaltamos ainda que o leite fermentado ocorreu em apenas uma unidade", diz comunicado.

A instituição também afirmou que a empresa responsável pelo fornecimento dos produtos foi escolhida por meio de processo licitatório e que novos itens serão entregues nas unidades nesta terça (11).

A reportagem também entrou em contato com o CNR para posicionamento quanto ao ofício e aguarda retorno.

Fonte: Notícias ao Minuto